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José de Paiva Junior

Uberlândia (MG)
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José de Paiva Junior
Comentário · há 11 anos
Caro Leandro,

Me formei em direito no ano de 2008 e desde então me dedico integralmente nesta atividade. Modéstia a parte também tenho bons entendimentos a respeito da matéria e por isso me identifiquei com a sua narrativa.

De fato, a profissão jurídica no pais vai de mal a pior, salários miseráveis, ambiente de trabalho ruim, uma fama de "bandido", exploração de grandes escritórios, etc...

Diferentemente do que muitos comentaram neste espaço, em relação a minha pessoa não tive muitas oportunidades, escolhi fazer direito, focando em advogar, uma vez que comecei a estudar "tarde" e não poderia me dar ao luxo de me dedicar inteiramente aos estudos para ser aprovado em algum concurso público...

Sou realista quanto às minhas condições... (existem inúmeros outros que se encontram na mesma situação intelectual minha, entretanto com disponibilidade e tempo $$$ de dedicação exclusiva...).

Na minha época a maior dificuldade era pagar a mensalidade, ao ponto que a dificuldade dos demais, eram as provas, matérias, etc...

Fui aprovado no exame de ordem antes do término do curso, minha festa de formatura (compareci como convidado de um amigo) foi duplamente festejada, pois havia sido aprovado no curso de direito e exame de ordem...

Nunca cobrei honorários irrisórios, mas também sempre cobrava (e ainda cobro) honorários compatíveis com a possibilidade do contratante...

Fiz muito serviço gratuito... por entender que o cliente necessitava dos serviços mas não tinha como pagar...

Hoje, absolutamente, me decepciono com a atividade jurídica, por essa promiscuidade que se transformou esta honrosa profissão.

Não desejo ser melhor remunerado do que outras também honrosas profissões, mas desejo ser reconhecido e valorizado, e quanto a isso, não vejo problema algum em afirmar que este ou aquele valor é incompatível com o exercício da profissão, mesmo que comparado com esta ou aquela profissão.

Acredito que a narrativa do post original, a Dra. Fátima jamais teve a intenção de menosprezar a digna atividade de "faxineira"..

Em tempo, peço licença para fazer minhas as palavras do nobre causídico Leandro Praxedes Ribeiro...se alguém precisar de advogado em Uberlândia MG para diligências, só me contatar....por ora preciso sobreviver....
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